Mascote SIRO

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O crescimento saudável das suas plantas!

SIROSIDADES

Azevinho

Azevinho

 

O Azevinho, de nome científico Ilex aquifolium, é um arbusto ou pequena árvore perene, pertencente à família Aquifoliaceae, nativo da Europa Ocidental, Norte de África e Sudoeste da Ásia. Em Portugal, ocorre naturalmente em zonas de clima mais fresco e húmido, sobretudo em regiões de montanha e vales abrigados.

Botanicamente, trata-se de uma espécie dióica (do grego di = duas e oikos = casa), o que significa que existem plantas masculinas e plantas femininas separadas. Para que haja frutificação, é indispensável a proximidade de ambos os sexos, garantindo a polinização cruzada. Assim, os exemplares carregados de frutos vermelhos no inverno são sempre femininos; os que não apresentam frutos podem ser masculinos ou femininos sem polinizador próximo.

Apresenta folhas coriáceas, brilhantes, verde-escuras, frequentemente com margens espinhosas, e frutos vermelhos muito decorativos (tecnicamente drupas, como veremos mais à frente). É amplamente utilizado como planta ornamental, isolado, em sebes ou em jardins naturais, sobretudo pelo forte impacto visual no inverno.

Existem cultivares com folhas mais ou menos espinhosas, formas variegadas (com margens creme ou amareladas) e diferentes intensidades de coloração dos frutos, sempre com elevado valor estético.

 

 

Cultivo e cuidados

 

Substrato
O azevinho prefere solos ligeiramente ácidos, ricos em matéria orgânica e bem drenados. Para plantação em vaso ou no jardim, recomenda-se o uso de SIRO ÁCIDO, que garante uma boa estrutura, retenção equilibrada de água e disponibilidade de nutrientes.
Em solos mais pesados ou com tendência ao encharcamento, é aconselhável melhorar a drenagem, incorporando SIRO Hydroton no substrato.

Exposição solar
Desenvolve-se melhor em meia-sombra ou luz indireta. Tolera sombra, mas não aprecia sol direto intenso, sobretudo nas horas de maior calor do verão.

Rega
Gosta de humidade regular, especialmente nos meses mais quentes, mas não tolera solos encharcados. A rega deve ser moderada e ajustada à época do ano e ao tipo de solo.

Adubação
Na primavera, pode ser feita uma adubação ligeira com um fertilizante equilibrado ou específico para plantas acidófilas, promovendo crescimento saudável e boa frutificação nas plantas femininas.

Propagação
Pode ser semeado no outono, quando os frutos estão bem maduros, mas é importante referir que a germinação é muito lenta, podendo demorar cerca de 18 meses. Por isso, na prática, a opção mais comum é a aquisição de plantas já estabelecidas em vaso ou a propagação por estaca.

 

 

 

Simbolismo, curiosidades e crenças

 

O azevinho é uma das plantas mais carregadas de simbolismo na história europeia.

Mitologia e crenças celtas (religião celta):
Para os Druidas, os sábios celtas, o azevinho era uma árvore sagrada, associada à proteção contra espíritos malignos, azar e forças negativas. Acreditava-se que trazer ramos para dentro de casa no inverno oferecia abrigo às fadas, que em troca protegiam o lar.

Deuses do trovão:
Pela sua resistência e persistência, o azevinho estava associado aos deuses do trovão Taranis (celta) e Thor (mitologia nórdica). Era frequentemente plantado perto das habitações como proteção contra os raios.

Esperança no inverno:
Sendo uma planta perene, verde mesmo no inverno rigoroso, e com frutos vermelhos bem visíveis, simbolizava a esperança no regresso da primavera e a continuidade da vida.

Cristianismo:
O azevinho passou a estar fortemente associado ao Natal, simbolizando proteção, eternidade e, para alguns, o sangue de Cristo (frutos vermelhos) e a coroa de espinhos (folhas).

Origem do nome “holly”:
O nome inglês holly deriva de uma raiz antiga com significado próximo de “sagrado”, reforçando o seu carácter simbólico.

Crença popular:
Em várias regiões europeias, acredita-se que cortar um azevinho dá azar, especialmente se feito de forma descuidada ou desnecessária.

 

Bagas ou drupas?
Embora seja comum chamar “bagas” aos frutos do azevinho, em botânica eles são drupas, pois possuem um único caroço que protege a semente, tal como o medronho, a cereja ou a ameixa.
Já plantas como a gilbardeira (Ruscus aculeatus), a amora, o mirtilo ou a uva produzem verdadeiras bagas.


?? Importante: tanto as drupas do azevinho como as bagas da gilbardeira não são comestíveis.

 

Espécie protegida em Portugal
O Ilex aquifolium é uma espécie protegida desde 1989. A sua recolha na natureza é proibida, devido à exploração excessiva na quadra natalícia, que levou à destruição de exemplares centenários de grande valor ecológico e paisagístico.

 

 

Obrigado e Boas Plantações!!!

SIRO – A natureza começa aqui

 

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